sábado, 23 de maio de 2009

Sérgio Godinho


Sumo na vida ,é o que eu vos desejo....

Aos 20 anos sai de Portugal, voltando as costas à guerra colonial. Permanece 9 anos afastado do país. A sua maior ligação é com a capital francesa, Paris, onde integra por dois anos o elenco do musical “Hair” e começa a esboçar as suas primeiras músicas, tomando contacto com outros músicos portugueses, como José Mário Branco, Zeca Afonso e Luís Cília. Passou ainda por Amsterdão, Brasil e Vancouver.

Em 1971 colabora no primeiro álbum a solo de José Mário Branco, Mudam-se os tempos mudam-se as vontades, e viria nesse mesmo ano a concretizar a sua estreia discográfica ao gravar, em solo francês, o LP Os sobreviventes. Gravou ainda no exílio o álbum Pré-histórias, em 1972.

Ainda que constantemente censurados, estes álbuns conseguiram alcançar popularidade entre o público português no ano seguinte, tendo inclusivamente a imprensa premiado Sérgio como “Autor do ano” e Os Sobreviventes como “Disco do ano”.

Já no Canadá, casa-se com sua primeira mulher, Shila, colega na companhia de teatro The Living Theatre. Estabelece-se numa comunidade hippie em Vancouver, e é aqui que recebe a notícia da revolução do 25 de Abril, que o leva a regressar a Portugal. Já em terras lusitanas, edita o álbum À queima-roupa (1974) um sucesso que o faz correr o país, actuando em manifestações populares, frequentes no pós 25 de Abril.

Desde então a sua carreira não mais parou; duas das suas canções mais aclamadas, são: "É terça-feira" e "Com um brilhozinho nos olhos".

Eu por cá escolhi esta....

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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Irmãos Catita


Ena pá 2000 ,ou os seus "irmãos gémeos" Irmãos Catita?
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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Xeque-Mate


Os Xeque-Mate formaram-se no Porto em 1979. O grupo era formado por Francisco Soares (voz), António Soares (guitarra), Aurélio Santos (baixo) e Joaquim Fernandes (bateria).

Após alguns meses de ensaios deslocam-se à capital para gravar meia dúzia de temas nos Estúdios da Arnaldo Trindade. O primeiro single do grupo, com os temas "Vampiro da Uva" e "Entornei o Molho", é editado, pela Metro-Som, em Maio de 1981.

Dois anos depois, Aurélio Santos sai do grupo e é substituído por José Queirós.

Em 1983 gravam, com produção de Álvaro Azevedo, cerca de 15 temas no Angel Studio mas não conseguem obter resposta positiva de nenhuma das editoras contactadas.

Em 15 de Dezembro de 1984 participam no Festival Heavy Metal de Santo António dos Cavaleiros.

O guitarrista Paulo Barros entra para o grupo, em paralelo com os Tarantula, de forma a poderem conseguir reproduzir ao vivo mais fielmente a sonoridade dos temas gravados.

Em 1985 editam o disco "Em Nome do Pai...do Filho... e do Rock'n'Roll" através da editora portuense Horizonte. A formação do grupo incluía José Queirós, Paulo Barros, Francisco Soares, Joaquim Fernandes e António J. O disco, produzido pelo grupo e por Álvaro Azevedo, não traz os resultados esperados devido à promoção escassa.

São convidados a fazer as primeiras partes dos concertos de Wilko Johnson e Diamond Head.

Kim entra para o lugar de Joaquim Fernandes. Paulo Barros também sai nesta fase.

O grupo termina definitivamente em 1989.

A compilação "Grande Geracão do Rock - Histórico 1", editada pela Metro-Som, em 1997, inclui os temas "Vampiro da Uva" e " A Música Vai Estoirar".

Em 3 de Fevereiro de 2007 apresentam-se ao vivo no "Porto Rio". É inaugurada uma página na internet com o endereço http://www.xequemate.no.sapo.pt.


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Diva


Os Diva começaram quando três elementos dos Odisseia Latina decidem formar uma nova banda com o objectivo de participar no II Concurso de Música Moderna do RRV. Para vocalista escolheram Tucha que era presença assídua nos ensaios do grupo.

Acabam por não participar no Concurso do RRV mas conseguem arranjar contrato com a Metro-Som, editora mais ligada ao folclore e à música popular mas que tinha sido a responsável pelas primeiras edições de nomes como UHF, Jafu'Mega e Aqui d'El Rock. O grupo estreia o estúdio "Metrópolis" de Manuel Cardoso onde estiveram duas semanas e meia.

Em Novembro de 1985 é editado o primeiro single com os temas "Chuva" (Lado A) e "Saudade e Raiva" (Lado B). Devido a um erro gráfico lamentável os temas aparecem indicados como "Saudade" e "Raiva". O grupo era constituído por Tucha Casanova (voz), Pedro Solaris (guitarra), João Vitorino (bateria), Diamante (baixo) e João Marques (teclas). Estes dois últimos abandonaram a banda pouco tempo depois.

Tó Freire (guitarra), Óscar Coutinho (baixo) e Pedro Domingos (teclas) entram para o grupo em 1986.

Em 1989 assinaram contrato com a EMI-Valentim de Carvalho e no ano seguinte iniciaram as gravações do seu primeiro álbum nos estúdios de Paço de Arcos.

"Ecos de Outono", produzido por Ricardo Camacho e Francis, foi editado em 1990. Ricardo Camacho também participa também nas teclas e programação rítmica do disco. Os temas em maior destaque foram " Amor Errante", " Romaria" e "Se...".

Em 1993, Pedro Domingos abandona e entra o violinista Carlos Aires. Este músico já participou na gravação do tema "Canção de Embalar", incluída na compilação "Filhos da Madrugada.

Natália Casanova colabora no tema "A Menina e os Valetes" do disco de estreia dos Ala dos Namorados.

O grupo começou a gravar o segundo álbum em Março de 1994 mas teve de interromper as gravações devido à gravidez de Natália Casanova. O álbum "Deserto Azul" foi editado em 1995. O primeiro single foi "Mariana" tema dedicado à filha, recém-nascida, da cantora.

O grupo muda de editora passando da EMI para a Sony. O álbum "O Verbo", com produção de Frank Darcel, foi editado em 1996. O disco contou com a colaboração de Adolfo Luxúria Canibal que escreveu as letras do disco e dá a voz ao tema "E o Verbo criou a Mulher". O disco foi apresentado no dia 10 de Dezembro, no Ritz Club, com a participação especial de Adoldo Luxúria Canibal e de Joaquim d'Azurém.

Os Diva lançaram, em 1997, um CD-Single com remisturas de "Eu Ando Às Voltas": "Doctor J Radio Mix", "Horny J - Mix (extended)", "J-Mix", "Deep Mix", "Light Speed Approach Mix" e "LSA Spinning Around Mix".

Em 1998, Natália Casanova participou em alguns interlúdios do álbum "Há Muito Tempo..." dos Mão Morta.

Em Outubro de 2000, Natália Casanova, em declarações ao jornal Blitz, confirmou a dissolução dos Diva. O grupo chegou a gravar e a fazer a pré-produção do quarto disco, cuja edição esteve prevista para Abril de 1999, mas interromperam as gravações após desentendimentos com a Sony Music.


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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Deolinda


O projecto musical surgiu em 2006, quando os irmãos Pedro da Silva Martins e Luís José Martins (ex-Bicho de 7 Cabeças) convidaram a prima, Ana Bacalhau, então vocalista dos Lupanar, para cantar quatro canções que tinham escrito. Após perceberem que a voz da prima se adequava na perfeição às rimas e melodias por eles criadas, convidaram também Zé Pedro Leitão, contrabaixista dos Lupanar (actual marido de Ana Bacalhau), para se juntar aos três, nascendo assim os Deolinda.

O tema Contado ninguém acredita foi inluído na compilação "Novos Talentos"de 2007, lançado pelas lojas FNAC.

Em 21 de Abril de 2008, foi lançado o disco de estreia, "Canção ao Lado", que tem estado no top dos discos mais vendidos em Portugal.

Em Outubro de 2008, o disco "canção ao lado" tornou-se "disco de ouro". Em Dezembro de 2008, tornou-se "disco de platina.

Em 2 de Março de 2009, o disco "Canção ao Lado" foi editado na Europa pela editora "World connection". Em Abril de 2009, entrou directamente para o 8º lugar da tabela de vendas discográficas World Music Charts Europe e em Maio subiu ao 4º lugar dessa mesma tabela.

Ainda em Abril de 2009, o grupo deu início à sua primeira digressão europeia. Actuaram em diversos países, entre eles Holanda, Alemanha e Suíça, regressando a Portugal para diversos concertos em cidades como Porto, Braga e Barcelos.

O álbum Canção ao Lado ficou em 10ª lugar nas preferências dos ouvintes da rádio Antena 3, numa votação levada a cabo por esta estação em abril de 2009, na qual se perguntava qual seria o melhor álbum de música portuguesa editado entre 1994 e 2009, tendo como base uma lista de 100 álbuns lançados nesse período.

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Dead Combo


Os Dead Combo são uma banda portuguesa cujas maioritárias influências musicais são: Fado, Rock, as bandas sonoras dos Westerns, música da América do Sul e de África. A banda é constituída por dois membros apenas: Tó Trips (Guitarras) e Pedro V. Gonçalves (Contrabaixo, Kazoo, Melódica e Guitarras).

Os membros conheceram-se em 2001, quando no final de um concerto, Tó pediu boleia a Pedro sem saber que este não tinha carro. Foram então ambos a pé até ao Bairro Alto e, no meio da conversa, surgiu a ideia de gravarem um álbum em tributo ao génio da guitarra portuguesa, Carlos Paredes.

A pouco e pouco foram surgindo os Dead Combo, sendo 2002 referido pela banda como o ano definitivo da sua formação. Em 2004 viriam a lançar o seu álbum de estreia, cuja sonoridade inovadora foi recebida com entusiasmo pela crítica portuguesa.

Em 2005, Charlie Gillet fez uma selecção dos "Melhores de 2005". Nessa lista constam os Dead Combo com o seu álbum de estreia Vol.1.

Compuseram a banda sonora original para o filme "Slightly Smaller Than Indiana" de Daniel Blaufuks.

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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Banda do Casaco


Banda do Casaco foi uma banda musical de Portugal.

Depois do fracasso que foi o projecto Filarmónica Fraude, mais por razões políticas que de qualidade, António Pinho (vocalista) e Luís Linhares (teclas) juntam-se ao ex-Música Novarum Nuno Rodrigues (vocalista, guitarra) e a Celso de Carvalho (violoncelo, contrabaixo) para formar o grupo Banda do Casaco.

Este grupo juntou uma pesquisa etnográfica à música pop, criando um trabalho de grande qualidade a nível musical e em que não foi descurada a crítica social, como aliás já tinha acontecido com a Filarmónica Fraude. Durante a sua existência (1974 a 1984) passaram pelas suas fileiras inúmeros músicos de grande nível, tendo algumas vezes a sua passagem pela Banda do Casaco sido o trampolim para uma carreira a solo.

Em 1976, em Coisas do arco da velha, a memorável participação vocal de Cândida Branca Flor assegurou ao grupo a obtenção do título de 'Melhor Disco do Ano'.

Nuno Rodrigues assegurou sozinho a direcção do álbum Também Eu de 1982.

Depois da saída do letrista de sempre António Pinho, Nuno Rodrigues reuniu Celso de Carvalho, José Fortes, Ramón Galarza, José Moz Carrapa e Zé Nabo. A maior parte das vozes é de Concha. Nas vozes aparece ainda o próprio Nuno Rodrigues e Ti Chitas, pastora beirâ de Penha Garcia.

Em 1993, Nuno Rodrigues e Né Ladeiras reúnem-se para gravar a faixa "Matar Saudades" produzida por António Emiliano que foi incluída na reedição de "Banda do Casaco com Ti Chitas".

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domingo, 3 de maio de 2009

Linha da Frente


Foi o 25º aniversário da Revolução dos Cravos o mote para o nascimento dos Linha da Frente. Em 1999, a Câmara Municipal de Lisboa convidou para os festejos do 25 de Abril vários músicos portugueses, entre os quais Luís Varatojo, dos Despe e Siga, João Aguardela, dos Sitiados e Megafone, Janelo da Costa, dos Kussondulola, Rui Duarte, dos Ramp, Viviane, dos Entre Aspas, e Dora Fidalgo, habitual colaboradora dos Delfins. A esta verdadeira selecção nacional, cujas ideias e projectos se cruzaram na altura, juntar-se-ia mais tarde o MC angolano Wadada. Ao conjunto inicial subtraiu-se o guitarrista dos Rádio Macau, Flak, que chegou a tocar com os restantes, e surgem os Linha da Frente.
Além da constelação de nomes conhecidos que reúne, é o conceito lírico a sobressair no grupo que, este ano, se estreia em disco. Na sua primeira encarnação, reunida apenas para comemorar os aniversário da democracia portuguesa, os Linha da Frente tocaram versões de Sérgio Godinho, José Afonso, José Mário Branco, mas também dos Clash e dos Sex Pistols. Com o tempo, porém, veio a vontade de construir um percurso comum e um repertório próprio. A poesia de autores nacionais do século XX foi a base de partida, sobre a qual os músicos compuseram música de origem urbana e popular. O resultado pode ser conferido em "Linha da Frente", disco homónimo em que as palavras de Fernando Pessoa, Ary dos Santos ou Alexandre O'Neill ganham uma nova vida.
Entre as 12 canções gravadas a expensas próprias e distribuídas pela Universal, os Linha da Frente escolheram "Não Posso Adiar o Coração" e "Facas" como primeiros singles. Ao vivo, a banda pretende fazer uso de uma forte componente visual para transmitir a sua noção de ritmo e criação de ambientes.
Para tal, conta com o contributo de Sandra Baptista, antiga acordeonista dos Sitiados e, agora, "ler" com... os ouvidos. video